Invisto na Mintos há tanto tempo quanto sou investidora. Foi em 2019 que descobri este mundo, e foi também nesse ano que abri a minha conta nesta plataforma. Evoluímos muito nestes últimos anos, eu e eles.
Neste artigo, partilho todos os números e dados: quanto ganhei, que estratégias usei, os riscos e problemas e, também, como a própria Mintos evoluiu de empresa P2P para plataforma regulada e diversificada. Percorre comigo esta viagem no tempo, por tudo o que aconteceu nos últimos seis anos.
Sou fã incondicional e, orgulhosamente, agora também patrocinada pela Mintos. 🥹
Evolução ao longo dos anos
Em 2019, quando comecei a investir, o meu portefólio era completamente diferente do que é hoje. Pus todos os mesmos ovos no mesmo cesto – P2P – porque era a única classe de ativos que já compreendia na totalidade: como funcionava, como podia ganhar dinheiro e quais os riscos envolvidos.
Apesar de estar 100% exposta a um único tipo de ativos, acabei por diversificar por plataformas de crowdlending. A Mintos destacou-se desde o início, com boas reviews, interface intuitiva e histórico sólido. Seis anos depois, continuo investidora e mantém-se no top das minhas plataformas preferidas, com resultados consistentes ao longo do tempo.

2019-2021: Os primeiros passos, os empréstimos individuais e o teste do Covid
Nos meus primeiros anos como investidora, a Mintos era essencialmente uma plataforma de empréstimos P2P individuais. O conceito era simples e mantém-se inalterado até hoje:
- Originadores de crédito concedem empréstimos a consumidores individuais ou empresas.
- Como investidores, podemos financiar parte desses empréstimos e, em troca, receber juros.
- Existe a possibilidade de vender empréstimos no mercado secundário, e alguns empréstimos têm garantia de recompra (buyback guarantee).
Inicialmente estavam disponíveis empréstimos individuais, chamados claims, que tinham investimento mínimo de 10€. Mais tarde, em 2021, para cumprir os regulamentos europeus, a Mintos passou a emitir instrumentos financeiros regulados chamados Notes.
Estes agruparam vários empréstimos com características semelhantes numa única nota, trazendo maior simplicidade e segurança legal. O valor mínimo de investimento aumentou para 50€, mas a diversificação melhorou consideravelmente: cada 50€ significava, na verdade, acesso a participação em 500 empréstimos individuais.
Entre Notes e Claims, tenho 338 empréstimos terminados, com taxas de juro que variam entre 9,5% e 18,6%. Em curso tenho 128 empréstimos, com duração média de 23 meses e taxa média de juro de 14,79%.
Durante a pandemia, quando várias plataformas colapsaram ou suspenderam pagamentos, a Mintos manteve-se operacional. Não foi tudo perfeito e houve obviamente atrasos e incumprimentos, mas mostrou uma resiliência superior dentro do setor.
2022-2023: Regulação europeia
Em 2022 a Mintos passou a estar regulada ao abrigo da MiFID II, supervisionada pela autoridade financeira da Letónia (FCMC). Isto significa, na prática:
- Separação obrigatória entre os fundos da empresa e os dos clientes
- Auditorias externas e maior transparência
- Cobertura pelo seguro de proteção do investidor, até 20.000€
Este foi um passo importante para consolidar a posição que já tinham firmado anteriormente.
2024-2025: De P2P a plataforma de investimento diversificada
A Mintos já não é apenas uma plataforma de empréstimos pessoais. Tem vindo a alargar o seu leque de oferta e atualmente já conta com:
Já escrevi vários artigos sobre a diversificação na Mintos e sobre a importância desta componente da minha carteira no meu escudo de retornos. O artigo mais recente é de 2025 e pode ser encontrado aqui. Continua atual, por isso não vale a pena entrar em mais detalhe, não é essa a ideia.
O que eu queria destacar hoje é o esforço e proatividade demonstrados pela Mintos em evoluir e acompanhar as reais necessidades dos seus clientes. Em vez de se focarem em exclusivo naquilo que já estavam a fazer (e faziam-no bem!), decidiram direcionar os esforços para a inovação e expansão.
2025: Pontos comuns e números
Também eu, na minha jornada, tenho tentado fazer o mesmo: manter aquilo que resulta e já está a funcionar bem e com resultados comprovados, enquanto em paralelo procuro ativamente formas de melhorar o meu portefólio e a minha jornada para o FIRE. O que começou por ser uma carteira composta em exclusivo por P2P, evoluiu para um portefólio diversificado, com estratégias mais ajustadas ao meu perfil de risco e objetivos FIRE.
Se há uns anos os juros recebidos poderiam ser considerados um “desperdício fiscal”, hoje são uma parte central do meu FIRE Flamingo adaptado, em que os rendimentos passivos são peça chave.
Numa fase em que deixei o salário certinho e me lancei como trabalhadora por conta própria, ajuda-me muito saber que tenho rendimentos passivos para cobrir parte das minhas despesas. Quanto maior o valor retirado dos investimentos, menor a pressão sobre a minha faturação.
- ouve este episódio: FIRE Flamingo ou FIRE barista?
Números e rentabilidades: 2019-2025
Comecei por investir manualmente, escolhendo empréstimos dentro de um conjunto de critérios pré-definidos. Depois, passei a usar as estratégias automáticas da Mintos, que permitem investir com base em critérios como risco, tipo de empréstimo e país, e me garantiam reinvestimento dos ganhos sem esforço ativo da minha parte. Tenho experimentado com todas as classes de ativos, apesar de a maior fatia continuar a ser empréstimos (até pela antiguidade).
Juros recebidos por ano
- 2019: 0,06€
- 2020: 107,89€
- 2021: 152,99€
- 2022: 238,12€
- 2023: 556,85€
- 2024: 691,83€
- 2025: 613,43€ (até 17 de setembro)
- Total: 2361,21€
A rentabilidade anual, tendo em conta valores reais de juros e montante investido, foi de 11,4% em 2021, 15,9% em 2022, 13,3% em 2023 e 13,9% em 2024.
O que correu bem?
- Mesmo com os atrasos e incumprimentos, tive taxas de juro reais dentro do esperado
- O reinvestimento automático funciona bem e permite “investir e esquecer”
- A plataforma mostrou resiliência durante o COVID – 2020 foi mesmo uma prova de fogo!
- Regulação exige maior transparência e regras mais apertadas, o que aumenta a confiança
- Diversificação: além de todos os empréstimos disponíveis, agora temos novas classes de ativos por onde escolher
- Plataforma disponível em português: uma das evoluções dos anos mais recentes
O que correu menos bem?
- Alguns atrasos e incumprimentos, especialmente em 2020. Alguns deixaram de pagar e a recuperação demorou, mas acabou por acontecer sem grandes danos. Nem sei se posso incluir isto em “o que correu menos bem”, porque são situações normais e com as quais se deve sempre estar a contar no investimento em P2P.
- Relatórios fiscais um pouco complexos, que com o tempo têm sido melhorados e simplificados
Como começar na Mintos
Se quiseres testar a plataforma e começar a explorar as opções disponíveis, o processo de abertura de conta é muito simples. Até ao final de Setembro, é possível receber um bónus que pode ir até 500€, consoante o montante investido:
- Criar conta na plataforma Mintos.
- Verificar identidade (processo rápido).
- Transferir o valor que quiseres investir (mínimo para bónus: 1.500€, vê aqui os patamares existentes).
- Aplicar o código promocional
WEALTHno momento do registo. - Investir o valor até 30 de setembro de 2025, para garantir o bónus, e cumprir todos os termos e condições.
❓ Tens dúvidas sobre P2P lending? Já investiste na Mintos?
Disclaimer: A autora do blog Dama de Ouros não fornece recomendações ou aconselhamento financeiro. Todo o conteúdo presente neste blog tem apenas fins informativos e educacionais, sendo qualquer decisão de investimento da responsabilidade do leitor. Rentabilidades passadas não são garantia de resultados futuros.
Este artigo é patrocinado pela Mintos.

