Roadtrip de 10 dias na Noruega – Roteiro 📍

Neste artigo descrevo o roteiro de uma roadtrip pela zona dos fjords na Noruega, realizada em junho de 2022.

SPOILER ALERT – Isto não é um artigo de finanças. Se só queres os números, lê este artigo. Este já ficou beeem longo 🤪

Três anos depois pude finalmente fazer a viagem que tinha marcado e planeado em 2019. Felizmente, cada paisagem compensou a espera. Foi ainda melhor que o que imaginei ✨

Planeamento

Confesso que o roteiro mudou imenso ao longo destes 3 anos de planeamento 😅

Mais tempo para pesquisar e planear só me confundiu: encontrei mil coisas que queria fazer. Acabei por decidir um roteiro final com a promessa que voltaria noutra viagem para explorar o que ficasse de fora desta vez 🤪

Antecipadamente reservamos: carro, alojamentos, algumas atividades (ferry em geiranger, Flamsbana, aluguer de bicicletas, parque para Trolltunga) e viagem de comboio de Bergen para Oslo.

Dinheiro

Os noruegueses não usam dinheiro físico. A maioria dos lugares nem sequer aceita pagamentos em notas/moedas!

Portanto tudo o que precisei de fazer foi carregar o cartão Revolut com o dinheiro que pretendia gastar e utilizá-lo em todas as compras, para evitar comissões extra.

A moeda é a coroa norueguesa – NOK. Felizmente a conversão é mais ou menos fácil – 10 NOK ~1 €. Para saber o preço em euros só temos de dividir o valor em NOK por 10.

Carro

A Noruega é um país enorme. De cima a baixo, em linha reta, tem 1752 km. No entanto, se percorrermos a recortada costa de princípio a fim, o valor passa a 21.925 km!

Apesar de ter uma boa rede de transportes públicos – comboios e autocarros mesmo nas localizações mais remotas – estes são caros (pelo menos para quem vem de Portugal) e sujeitos a horários por vezes limitados. Para ter mais liberdade, decidimos alugar um carro de sábado a sábado.

A ideia era conhecer a zona dos fjords de Bergen a Alesund (421 km, 8h de viagem). Ainda avaliámos a hipótese de levantar o carro num local e entregar no outro, mas esta opção mais que duplicava os custos do aluguer. Por esse motivo, traçamos um percurso (quase) circular que nos permitiu entregar o carro no mesmo ponto de recolha.

A gasolina custa 2,6 – 2,80 €/litro. Infelizmente já estamos um bocadinho habituados a este nível de preços em Portugal 🙃

Fizemos a pesquisa e reserva do carro no Rentalcars aproximadamente três meses antes da viagem. A opção mais barata foi a escolhida, neste caso Hertz, com levantamento a cerca de 15 minutos do centro da cidade.

No total, para os 7 dias ficou por 130 €/pessoa.

Alojamentos

Fora das grandes cidades não há muita oferta de alojamentos. Portanto, para garantir o menor preço convém marcar com o máximo de antecedência possível. Eu optei por Airbnbs com cozinha sempre que possível, para ter a liberdade de cozinhar em casa e poupar uns trocos, se assim entendesse.

Não esperes encontrar muitas opções baratas, mesmo com toda a antecedência permitida. Uma cabine num parque de campismo sem WC custa no mínimo 100 € por noite. Talvez por este motivo, e pelo facto de ser o país perfeito para roadtrips, se vejam tantas caravanas pelas estradas.

Dica: As janelas não tem estores/persianas. Leva uma venda, senão terás dificuldade em dormir. A luminosidade é praticamente igual de dia e de noite, nesta altura do ano.

Atividades

Optámos por reservar antecipadamente as atividades que geralmente esgotam rapidamente ou têm preços especiais quando marcadas com antecedência:

  • Comboio Bergen – Oslo: preços mais baixos quando comprado com antecedência. Além disso, possibilidade de garantir lugares juntos (é tipo um alfa, com lugares marcados)
  • Comboio Flamsbana: o preço é o mesmo independentemente da antecedência, mas pode esgotar. É uma atração turística incluída no pacote “Norway in a Nutshell
  • Bicicletas de regresso do Flamsbana: não era necessário reservar com antecedência, mas evita perder tempo no local
  • Parque de estacionamento P3 Trolltunga: tem apenas 30 lugares, portanto se se quiser estacionar lá convém marcar com antecedência

Tudo o resto deixamos para decidir lá. Teleféricos, museus, funiculares. Se nos apetecesse, pagaríamos no local.

Espaço para alterações

Por muito que gostasse de definir exatamente o que fazer (eu adorooo planear), sabia que não seria uma decisão muito sensata. A meteorologia tem um grande impacto nas atividades a realizar, principalmente porque quase tudo é ao ar livre e devemos ter sempre a certeza que fazemos as coisas em segurança.

Um dos trilhos que planeávamos fazer – Romsdalseggen – teve de ser substituído por outro porque ainda não estava em condições de ser percorrido devido à neve. Yap! Independentemente da altura do ano, se vais visitar a Noruega há sempre possibilidade de veres neve. No meu caso, muita neve.

Mesmo MUITA neve!

Roteiro 📍

Os 10 dias na Noruega foram passados da seguinte forma:

Dia 1 – Viagem e passeio por Bergen

Aterrámos em Bergen às 14:30 e utilizámos o Bybannen para chegar ao centro da cidade. É uma espécie de metro à superfície, com custo unitário de 40 NOK e duração de 45 minutos de princípio a fim.

Deixamos as coisas no hotel Magic Hotel Xhibition e partimos para conhecer a cidade. O hotel tem uma localização super central, perfeita para conhecer a cidade. Inconveniente? Está por cima de um bar/discoteca e não tem o melhor isolamento sonoro 😅 Não recomendo, mesmo.

Bergen é uma cidade linda!

Há imensos museus, um teleférico e um funicular. Não fizemos nada disso porque não tivemos sequer tempo suficiente para fazer tudo o que era grátis.

Acho que tenho apenas duas recomendações para quem visita Bergen: provar os cachorros do Kroneren (7,5€ cada, provei o de Rena) e perder-se a pé nas ruas da cidade.

Independentemente da direção que se tome encontra-se sempre um recanto ou um pormenor bonito.

Estadia: Bergen – Magic Hotel Xhibition

Dia 2 – Bergen e viagem até Hornindal

No segundo dia aproveitámos a manhã para passear mais um bocadinho por Bergen. Às 12 horas utilizámos novamente o Bybannen para ir até ao balcão da Hertz, para levantar o carro.

Ao contrário do que é normal, não precisei de cartão de crédito para caução. Precisei, sim, de adiantar 3.000 NOK para eventuais portagens, ferries, etc, que seriam pagos com a “via verde” do carro. No final, o valor restante seria devolvido. Pude utilizar o Revolut para fazer este pagamento.

A viagem foi cheia de paisagens incríveis! Florestas, cascatas, lagos, arco-íris, neve: vimos tudo.

Todos os dias fizemos pelo menos uma viagem de ferry. A única preocupação é entrar e aproveitar a vista: o pagamento é feito com a “via verde” do carro.

Neste dia percorremos 317 km, com duração estimada pelo Google de 5h24min. Fizemos várias paragens em miradouros e zonas de descanso.

Dormimos num hotel super simpático encostado à água e com pequeno-almoço incluído, depois de termos jantado na Napoli pizzeria em Stryn (pizza enorme + bebidas + molho de alho por ~30 €).

Estadia: Hornindal – Havila Hotel Raftevold

Dia 3 – Alesund e Andalsnes

Começámos o dia com a viagem para Alesund – 100 km, 2h. Chegamos lá à hora perfeita para comer um delicioso prato de fish and chips no Jafs – recomendo!

Em Alesund passeamos pela cidade e subimos os 418 degraus até ao Mount Aksla, com as melhores vistas da cidade.

Depois desta desafiante subida, partimos para Andalsnes – a base dos dois dias seguintes (1h40min de viagem, 110 km).

O facto de existir luz 24 horas por dia permitiu-nos começar a primeira caminhada a sério às 18:30 – Rampestreken.

O trilho é exigente. É curto mas sempre a subir (desnível superior a 600 metros em pouco mais de 1 km). Agora, uma coisa é certa: todo o cansaço é compensado pelas vistas!

Continuamos a subida do miradouro Rampestreken até ao ponto Nesakskla, uns bons metros acima. Esse é o ponto de chegada do teleférico que tem base no centro de Andalsnes, o que significa que toda a gente pode apreciar as vistas, mesmo que não queira suar durante duas horas 😝

Ficamos alojados numa casa bem simpática, mesmo perto do acesso a este trilho. Tinha cozinha completamente equipada, 3 quartos, e aquecimento no pavimento do WC que nos soube pela vida.

Estadia: Andalsnes – Airbnb

Dia 4 – Trollstiggen

Começámos o dia com um trilho curtinho – Eiafossen, perto de Trollveggen. A Troll Wall é a maior rocha vertical da Europa, com 1100 metros de distância entre a base e o ponto mais alto.

Depois disto, tentamos fazer a Litlefjellet, mas a neve impossibilitou continuar o percurso e tivemos de voltar para trás.

Estadia: Andalsnes – Airbnb

Dia 5 – Trollstigen e Geirangerfjord

Este dia começou na famosa Trollstigen, uma das mais famosas estradas cénicas na Noruega. São 11 cotovelos para conseguir subir 858 metros e atravessar a montanha. Incrível!

As vistas do miradouro são espectaculares! Apesar do frio que se faz sentir ali em cima (estavam cerca de 4ºC quando lá estivemos, em Junho), vale muito a pena parar e percorrer o percurso até ao miradouro.

Já em Geiranger fizemos os trilhos Losta e Vesterasfjellet, bem giros! Foi nestes percursos, com início no mesmo local, que vi estes lamas fofos. As vistas para o fjord são lindas! Recomendo ambos os percursos.

Para chegar a Hellesylt utilizamos o ferry, comprado com antecedência. Esta viagem tem a duração de 1h30min e, como é uma atração turística, tem uns banquinhos exteriores e curiosidades em várias línguas a passar em altifalantes.

Estadia: Olden – Nesset Fjordcamping

Dia 6 – Flam

O dia 6 começou com viagem de carro de Olden até Flam. Mais uma viagem linda!

Percorremos quilómetros rodeados de neve. Mesmo que a meteorologia anuncie céus nublados, os óculos de sol são absolutamente obrigatórios nestes locais! Sem eles é impossível abrir os olhos.

Em Flam fizemos um dos trilhos mais exigentes das férias – Prest. Foi aqui que aprendemos a não confiar no nível de dificuldade que os noruegueses atribuem às coisas… Moderado, este? Ahahaha

São 2 km para cada lado, com um desnível de 600 metros. O pior é que quando pensas que estás a chegar ao cume da montanha mais alta, aparece outra ainda maior, que não se consegue ver da base 🤣

Apesar de me estar a queixar, recomendo a 100%! Gostámos bastante. E as vistas no topo, mais uma vez, compensam.

Estadia: Flam – Brekke Apartments

Dia 8 – Flamsbana

Este foi dos meus dias preferidos!

Apanhámos o Flamsbana às 10:30: um comboio altamente turístico e claramente demasiado caro. A viagem é giríssima, mas dura 1 hora e e custa 45€ (ida, por pessoa!).

O regresso foi a melhor parte. Levantamos as bicicletas que tínhamos pré-reservado e pago no Café Rallaren (39 €/pessoa) e fizemos os 20 km do caminho inverso, de Myrdal até Flam. Que fixe!

Almoçámos um delicioso kebab em Flam e depois seguimos viagem para Odda (2h30min, 150 km).

No fim de tarde fizemos compras no supermercado com o parque de estacionamento com a melhor vista de sempre e preparamos tudo para a grande caminhada do dia seguinte.

Estadia: Odda – Trolltunga Guesthouse

Dia 9 – Trolltunga

Finalmente o dia de Trolltunga!

O dia começou bem cedinho. Acordamos às 5:30, para chegar ao parque do início da caminhada na sua abertura, às 6:00. A previsão meteorológica anunciava chuva intensa a partir das 13h, por isso queríamos ganhar o máximo de tempo possível de manhã (teoricamente demora-se 7-10h a fazer os 20 km).

Percebemos rapidamente que dormimos na melhor localização possível! Mais perto dos parques de estacionamento de acesso seria impossível, mesmo.

Além dos parques de estacionamento (todos com preço diferente, e distâncias diferentes também) rapidamente percebemos que os 60 € do parque 3 foram compensam mesmo. Poupa 7 quilómetros bastante chatos, pela estrada alcatroada e com um desnível de 400 metros! Há a possibilidade de estacionar em qualquer um dos outros parques e apanhar o shuttle, mas fica mais caro do que pagar o parque e está sujeito aos seus horários e lotação máxima.

Além destes 60 €, que tínhamos pago previamente (com 3 meses de antecedência), tivemos de pagar 200 NOK de portagens numa máquina do P2.

O trilho começa como uma bela caminhada no parque. O primeiro quilómetro decorre quase sem esforço. Os dois seguintes, bem… Não sei sequer como descrever 🤣

Acho que o melhor é fazer pausas sempre que necessário. E confiar que vai melhorar depois do km 4! Ahah

Tivemos de fazer o trilho a uma velocidade inferior ao normal. Grande parte do percurso foi feito em zonas com neve, o que obrigou a andar com cuidado para não escorregar.

Adorei a caminhada! Fizemos tudo nas calmas e mesmo assim conseguimos voltar em 8 horas. Fizemos bem em começar cedo, porque de facto começou a chover e o caminho tornou-se bastante perigoso. A neve passou a gelo e em certas partes tivemos de andar com cuidado redobrado.

A vista final foi esta. Não são necessárias palavras para a descrever.

O resto do dia – toda a tarde – foi passado no sofá do alojamento a relaxar.

Estadia: Odda – Trolltunga Guesthouse

Dia 10 – Bergen – Oslo

No dia seguinte acordamos cedo e iniciamos a viagem de volta a Bergen para devolver o carro. Houve tempo para mais fotos pelo caminho.

A entrega do carro foi super rápida, só deixar as chaves mesmo.

Às 13:30 estávamos na estação de comboio de Bergen prontos para apanhar o Bergensbanen com direção a Oslo. Esta é considerada uma das melhores viagens de comboio na Europa.

A minha conclusão foi: se queria ficar realmente impressionada com a viagem de comboio, devia tê-la feito no primeiro dia. As paisagens são de cortar a respiração, mas não são diferentes das que tinha visto nos últimos 10 dias.

Se fosse hoje, talvez escolhesse retirar esta viagem (demora cerca de 7 horas) para ganhar um dia extra em qualquer um dos sítios em que estive.

Estou contente por ter conhecido Oslo, mas sei que é um sítio onde não tenho interesse em voltar. Depois de tanta natureza e cidades tão limpas e organizadas nos dias anteriores, ver estradas cheias de lixo deixou-me mal impressionada. É uma capital europeia, bem diferente de tudo o que me fez querer ir à Noruega.

A noite foi num hotel super engraçado. O check-in e check-out é feito em tablets na recepção (sem pessoas) e o quarto tem 9 m2. Praticamente não dava para abrir a mala. Mas a localização era boa e a cama confortável, portanto foi perfeito.

Estadia: Oslo – Smarthotel Oslo

Dia 11 – Oslo – Porto

O último dia foi apenas para a viagem de regresso a casa.

Pagamos 20 € por pessoa pelo comboio direto que chega ao aeroporto em pouco mais de 20 minutos. O aeroporto é super bem organizado e ainda bem! Eles são super picuinhas e abrem praticamente todas as malas que passam no raio-x. Felizmente têm muitos balcões abertos por isso a passagem pela segurança foi rápida na mesma.

CONCLUSÃO

Tinha expectativas altíssimas para esta viagem. Além de ser um país que queria muito conhecer, três anos de espera e de planeamento deixaram-me extra ansiosa e entusiasmada.

Fico feliz por dizer que foi ainda melhor que o que tinha imaginado!

É tudo ainda mais bonito que as fotos transparecem. As pessoas são muito mais simpáticas que o que as reviews que li descreviam. Os fjords são muito mais imponentes que a minha imaginação me permitiu considerar.

Vou voltar, sem dúvida! Com as minhas botas de caminhada e mais tempo para explorar os trilhos incríveis que ficaram por conhecer.

Venha a próxima!

11 thoughts on “Roadtrip de 10 dias na Noruega – Roteiro 📍

  1. Muito obrigada pela descrição. Parece lindo. O único “problema” é que acrescentei mais uma viagem à lista de desejos!

  2. Ola, fiquei simplesmente fascinado com a trip. Escandinava é um dos meus projetos de viagem e devo ir agora em Junho.
    Voce acha que o roteiro abaixo é viavel em 5 dias?

    Bergen -> Hormindal – 1 estadia
    Hormindal -> Alesund -> Andalshes – 1 estadia
    Andalshes -> Odden via Geiranger – 1 estadia
    Odden -> Flammsbana/Myrdal – 1 estadia
    Flammsbana – Bergen

    Valeu

    1. Olá!

      São tudo dias com pelo menos 3h de carro, sobra pouco tempo para trilhos, caminhadas e explorar o que há em cada lugar.
      Mas tudo depende do estilo de viagem que se pretende.

  3. Gostei muito do testemunho, das dicas e das fotos, vão ser muito úteis para nós. De 2 a 9 de junho vamos estar lá, num percurso idêntico e tb de carro, mas com partida de Oslo.

  4. Ola!
    Estamos planejando nossa viagem e a dúvida é Trolltunga. Temos 58 anos e somos fisicamente ativos mas me preocupa o desafio. Na trilha, você viu apenas jovens?🤔🤔
    Iremos em julho de 2025 e fico pensando se ainda haverá neve.
    Obrigada!!
    Luciene

    1. Olá Luciene!

      Vi muitas pessoas de todas as idades. Os primeiros 3 kms são os mais desafiantes, com subidas acentuadas, depois disso o caminho fica quase plano.
      Se houver tempo e se for descansando sempre que necessário, acho que qualquer pessoa fisicamente ativa consegue chegar à língua do troll 🙂

      Eu fui no início de junho e havia muita neve. Torna o caminho mais difícil, mas faz-se na mesma porque está tudo bem marcado. Em julho acredito que dependa muito das temperaturas, pode haver mais ou menos neve. Há muitas páginas no facebook que vão partilhando fotos do trilho e informações sobre cuidados especiais, etc. É uma questão de ir acompanhando isso a partir de junho, para ver o estado das coisas.

      Se não estiverem confiantes para trolltunga, também não vejo problema em passar essa e aproveitar tudo o resto!

      Beijinhos e boa viagem 🙂

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